Chuva de gols marca o tetracampeonato do Ferrocarril na Copa Norte
Na sua oitava final de Copa Norte, o Ferrocarril fez bonito diante
da torcida que se fez presente na Arena do Cachorrão.
Fotos: Na Batida do Esporte
Em virtude da vitória no jogo de ida, o Ferrocarril precisava de um empate para ser campeão, mas fez muito mais do que era necessário e emplacou 7 a 3 contra o União, a surpresa da Copa Norte, neste domingo, 16. O União participava pela primeira vez da competição e queria a tão sonhada vitória por dois gols de diferença para conseguir o título inédito. Se o União fizesse um gol de diferença na vitória, a decisão do campeão da 10ª Copa Norte seria nas penalidades máximas.
Antes de a bola rolar, as duas equipes estiveram perfiladas para a execução do hino nacional brasileiro. A competição, marcada pelo equilíbrio, não deixou de ser dessa maneira no início da partida com o União tentando o campo de ataque em busca do resultado que precisava. Já o Ferrocarril também não deixou de jogar e partiu para cima do seu adversário.
O primeiro gol do jogo aconteceu aos 27 minutos do primeiro tempo. Igor recebeu o passe na área e tocou rasteiro para fazer 1 a 0. Apesar do gol, Igor foi para torcida e fez um sinal para alguns dos torcedores ficarem calados, atitude esta não vista pelo árbitro Amilton César, passível de cartão amarelo e considerada como antidesportiva.
Quatro minutos depois, Ninho, insatisfeito com o treinador Fernando que iria tirá-lo do campo de jogo, arrancou a camisa e levou cartão vermelho deixando o União com um a menos. A equipe do União não se entregou com essa adversidade, partiu para cima e chegou a carimbar o travessão em cobrança colocada de Negola, próximo ao bico esquerdo da área adversária.
Com um jogador a mais em campo, o Ferrocarril aproveitou os espaços e construiu naturalmente a goleada. O segundo gol foi aos 39 minutos em um passe de Rodrigo para Igor, que pegou um chute com efeito, sem chances para o goleiro Bêju.
E o terceiro saiu ainda no fim do primeiro tempo. Aos 44 minutos, depois de jogada pela esquerda, a bola foi rolada para o meio da área. Adelson deu um corta luz com a bola passando entre as suas pernas e caiu no pé direito de Gilson que chutou forte contra o gol. A bola bateu na trave, no gramado e novamente na trave. Na linha, o assistente Sérgio Maurício deu gol do Ferrocarril. O lance gerou muita reclamação do União que alegava que a bola não teria batido dentro do gol.
Chegou o segundo tempo e o Ferrocarril não diminuiu o seu ritmo. Aos 4 minutos, Tiago dominou na entrada da área e chutou forte para fazer 4 a 0. Aos 15 minutos, Rodrigo meteu na gaveta esquerda e fez 5 a 0. Três minutos depois, o União fez o seu primeiro gol em uma jogada de oportunismo com João Pedro tocando de cabeça por cima do goleiro Rodrigo.
Só que aos 22 minutos, Gilson fez o seu segundo gol no jogo, o sexto do Ferrocarril. Um minuto depois, o União conseguiu o seu segundo gol na partida com João Pedro batendo cruzado no canto direito de Rodrigo.
Aos 25 minutos, o Ferrocarril fez o sétimo gol, em troca rápida de passes finalizada por Gilson que, com gol aberto, marcou o terceiro dele contra o União. A equipe adversária ainda marcou na penalidade máxima assinalada pelo árbitro Amilton César que viu toque de braço na área. Negola cobrou o pênalti e fez o terceiro gol do União.
Com a partida controlada, o treinador Evaldo efetuou alterações para fazer testes na equipe que vai disputar o Amadorão. Aos 42 minutos, Flávio, do Ferrocarril, foi expulso e, cada time ficou com dez jogadores em campo. Foi só esperar o apito final de Amilton César para o Ferrocarril comemorar o seu quarto título em oito decisões na Copa Norte.
Ponto positivo da partida para o jogo limpo praticado pelas duas equipes, principalmente a do União que não deu um pontapé no duelo quando estava perdendo por 7 a 3 e valorizou a sua caminhada na competição.
Ferrocarril 7×3 União
Ferrocarril: Rodrigo Aranha; Dalminho, Ramon (Mirlando), Alexsandro (Lucas) e Adelson (Eduardo Henrique); Tiago (Bim), Darlei (Talisson), Rodrigo (Jô) e Landerson; Igor (Flávio – expulso) e Gilson. Treinador: Evaldo Juvenal
União: Bêju; Ninho – expulso, Nêgo, Didi e Dilson (André Baiano); Negola, Miguel (Tonho), Jailson (Antônio Miguel) e João Paulo Teta (Leomar); João Paulo (Antônio) e Robério Neguinho (João Pedro). Treinador: Fernando
Arbitragem: Amilton César, auxiliado por Edilson José e Sérgio Maurício
Entrega de troféus
Ferrocarril (campeão) – Troféu Divino de Paula Borges (um lutador em prol do futebol amador de Araxá)
União (vice-campeão) – Troféu Cleomar Flauzino da Silva (in memoriam), irmão do ex presidente do ferrocarril (Clanter)
Goleiro menos vazado para Rodrigo Aranha, do Ferrocarril, com 8 gols sofridos – Troféu Wilson Aparecido Barreto (diretor e ex-jogador do Ferrocarril)
Artilheiro Gilson, do Ferrocarril, com 5 gols marcados – Troféu Adolfo Maurício da Silva (secretário de esportes), responsável pela doação dos troféus para a 10ª edição da Copa Norte





















