Memomural resgata histórias de dois nomes que marcaram o esporte de Araxá
Humberto Quintino e Álvaro Maneira são homenageados nos
novos painéis instalados no Centro Esportivo Álvaro Maneira.
Fotos: Ascom PMA
A história do esporte de Araxá ganhou destaque nos novos painéis do projeto Memomural, inaugurados neste domingo (27), no Centro Esportivo Álvaro Maneira, antigo Araxá Tênis Clube (ATC). A iniciativa utiliza a arte urbana para preservar a memória da cidade e homenagear pessoas que deixaram contribuições em diferentes áreas.
Entre os quatro personagens retratados nesta etapa, dois têm trajetórias diretamente ligadas ao esporte: Humberto Quintino e Álvaro Maneira. Os murais destacam histórias que atravessam o futebol, o tênis e o papel do esporte como ferramenta de inclusão social.
Morador do Barreiro e de origem humilde, Humberto Quintino iniciou a trajetória no futebol e chegou às categorias juvenis do Clube Atlético Mineiro. De volta a Araxá, trabalhou como apanhador de bolas nas quadras da Hidrominas, onde teve contato com o tênis.
Incentivado pelo médico e tenista Milton Tomasovich, Humberto passou a se dedicar à modalidade e construiu uma trajetória de mais de quatro décadas no esporte. Ao longo dos anos, também utilizou o tênis como instrumento de inclusão, abrindo oportunidades para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade.
Já Álvaro Maneira, conhecido como Coquinho, em Araxá, e Xaxá, no futebol paulista, teve uma trajetória marcada pelo futebol. Nascido no município, iniciou a carreira no Ipiranga Esporte Clube e, aos 17 anos, já se destacava entre os atacantes da cidade.
Em 1945, chegou ao Atlético Mineiro, dando sequência à carreira no futebol. O nome de Coquinho permanece ligado à história esportiva de Araxá não apenas pela trajetória nos gramados, mas também pelo espaço que leva seu nome. O antigo ATC passou a se chamar Centro Esportivo Álvaro Maneira, local que atualmente recebe os novos murais e continua sendo utilizado para atividades esportivas e sociais.
Além de Humberto e Álvaro, o Memomural desta etapa também homenageia Gasparina Elvira de Souza, a Dona Lina, reconhecida pela trajetória ligada à arte, à fé e ao trabalho, e Maria Aparecida Mateus, que teve atuação na preservação da cultura afro-brasileira e no Congado de Araxá.
Os painéis também apresentam elementos da fauna e da flora da região e referências do patrimônio local, como a Fundação Cultural Calmon Barreto, a Igreja São Sebastião, o Parque do Cristo e a Fonte Dona Beja, no Barreiro.
Idealizado pelo artista grafiteiro Antônio Lima, o Ton Lima, com produção executiva de Alex Silva, o projeto reúne arte urbana e preservação da memória. Os trabalhos foram criados por Ton Lima e executados em parceria com os artistas araxaenses Pedro Xamã, Araki, Bigas e Biu.
Para a presidente da Fundação Cultural Calmon Barreto, Madalena Aguiar, a iniciativa contribui para aproximar a população das histórias de pessoas que ajudaram a construir a identidade do município.
A inauguração contou ainda com batalha de conhecimento, dança de rua e apresentação do grupo de Moçambique Liberdade, Liberdade.
Com patrocínio da CBMM e apoio da Prefeitura de Araxá e demais parceiros, o Memomural é idealizado pela Ton Lima Produções e realizado pelo Moinho Cultural. Em Araxá, o projeto também já realizou intervenções nos ginásios dos bairros Padre Alaor, Santa Luzia e Santo Antônio.



