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Futebol Amador Ruralão 

Diogo Meira homenageia compositor e cronista esportivo Alcino de Freitas

Confira o texto colocado na rede social e reproduzido aqui pelo site Na Batida do Esporte.
Foto: Caio César Aureliano Na Batida do Esporte 
(quando concedeu entrevista veiculada no dia 6 de abril de 2017) / Reprodução: Facebook Diogo Meira


Por Diogo Meira


O Brasil caminhava pelos idos dos anos 80 (me corrijam de estiver errado), quando Sérgio Reis lançava seu sucesso A boiada.

Com um arranjo que misturava viola, violão a metais e outros instrumentos, ela veio com uma avalanche de sucesso, sendo uma das mais tocadas no ano em que foi lançada.

Esta música rodou o Brasil de norte a sul, disputou festivais e se tornou um dos maiores clássicos da música brasileira.

Enquanto Sérgio Reis alçava vôos com a canção, um homem, desconhecido da grande mídia, apenas olhava pela janela da sacada e sorria orgulhoso por sua grande composição.

Este homem era Alcino de Freitas, um mineiro, um araxaense da gema (como dizem os antigos), músico, clarinetista, discípulo do eterno Maestro Elias Porfírio de Azevedo. Também Radialista, jornalista, esportista, crítico e entendedor de futebol.

Viu o Araxá Esporte nascer e como amante fervoroso do Ganso, mesmo já com o peso dos anos sobre as costas, partia em viagem com a delegação araxaense para ver entrar em campo seu tão amado Alvinegro Mais Querido.

E eu, em meus poucos anos de rádio, tive a grandíssissima honra de trabalhar ao lado deste grande profissional, deste grande homem, deste grande mestre que agora leva suas notas de clarineta para junto das harpas dos anjos para uma orquestra às portas do paraíso.

Vá em paz Alcino de Freitas, tenha certeza que seus anos por sobre a terra deixam um legado que a eternidade do tempo jamais haverá de apagar. E quando estiver perto do Pai, olhe por nós que ficamos aqui, apenas com a saudade de suas histórias divertidas, de suas risadas e da sua eloquência ao defender seu amado Ganso.

Hoje A boiada vai passar nas portas do céu, mas fazendo poeira no chapadão, como uma salva de palmas por sua chegada.

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